19 de novembro de 2017

Super Nintendo Classic Mini.


   No ano passado, sensivelmente por este mês, a Nintendo lançou a famosa consola Nintendo, de 1985, em formato mini. Recordo-me de que a quis, e de ter publicado isso numa das minhas redes sociais. A NES Classic foi uma das consolas que preencheram a minha infância. Passava horas a jogar, sobretudo os jogos do Super Mario. Bem assim, também os meus pais jogavam. À data, já era antiga. Os jogos, entretanto, eram dos mais apelativos. Não sei o que se terá passado, mas esqueci-me de a comprar. O Natal aproximou-se, com ele outras compras, e nem nunca mais me lembrei de passar por uma FNAC ou por uma Worten e de a comprar.

   Há um mês e pouco, a Nintendo manteve o propósito de continuar a pôr no mercado as suas consolas mais famosas. E se no ano passado lançaram a NES, este ano decidiram-se pelas Super NES, de 1990. Foi quanto bastou. O interesse despertou em mim e andei um ou dois dias completamente obcecado com a consola. Percorri quase todas as lojas. Esgotada. Importa dizer que o meu objectivo era o de encontrar a NES, não a SNES, que, em verdade, nunca me interessou. Passei pelo OLX e pelo Custo Justo. Consolas em segunda mão, para ser sincero, são um risco. Algumas até poderão estar novas, porque muitos compram-nas já com o intuito de as vender a preços exorbitantes. A Nintendo lançou uma edição limitada, que esgotou em poucos dias. Com tantas solicitações, ainda foi abastecendo as lojas até meados de Março do presente ano. É surpreende verificar em como uma consola retro movimenta milhões de pessoas. Um misto de nostalgia, de jogar com 8 bits, de voltar aos velhinhos comandos. Impulsionávamos o corpo para fazer o Mario saltar mais longe e mais alto!...

   Estes novos formatos, mini, trazem acoplados de entre 20 a 30 jogos. Ligam-se facilmente ao televisor e recuperam toda a magia das consolas originais. De tanto comentar o assunto com a minha mãe, e do quão triste me sentia ao constatar que a NES Classic Mini estava completamente esgotada, fi-la, em itálico porque nunca o imaginei, andar por meia Lisboa à procura de uma. Não a encontrou, mas trouxe-me uma SNES, também já esgotada, que encontrou numa superfície comercial da periferia. Não era exactamente o que queria, mas estou-lhe agradecido.

    Um amigo meu, estrangeiro, que por acaso até vem ao jantar de Natal, soube da minha saga em busca da NES e resolveu comprar-me uma no seu país, tendo-a adquirido em segunda mão através de um site, já que por lá também estão esgotadas. A moça que lha vendeu garante que só a comprou para a revender. Ligou-a e desligou-a. A julgar pelas fotos que o meu amigo me enviou, está novíssima. Vem com a embalagem original, com o plástico envolvente e traz até o manual de instruções. Já segue desde o seu país até Portugal. Devo recebê-la amanhã, segunda-feira, ou nos dias seguintes, pelo correio.

    Da minha parte, já montei a SNES, e estou encantado. Como ficarei quando a NES chegar! A Nintendo sabe fazer negócio. O transformador de energia não vem incluído. Lá tive eu de ir a uma Worten comprar um, da Nintendo, que transformadores até tenho. Receava de que não fossem os indicados. Já fica para NES. Dá para ambas.
    Deixo-vos a foto da SNES, captada assim que a minha mãe chegou a casa com ela.


14 de novembro de 2017

No Panteão.


   Sendo sincero, não imaginava que o Panteão pudesse ser arrendado, e chegam ao cúmulo de especificar partes do monumento e respectivos preços. Quem sabe se o fundador da Web Summit tem razão e é um problema cultural? Problema ou não, um panteão não é o local mais apropriado para se organizar jantares. É um monumento fúnebre, que encerra os grandes vultos nacionais. Exige-se o mínimo de respeito. A foto das mesas corridas entre os cenotáfios provoca aqui qualquer reacçãozinha de desaprovação e desagrado. É de mau gosto. Se querem jantar num local imponente, arrendem uma sala de jantar de um palácio. E temos tantos e tão bonitos.

    Não está tanto em causa apurar os responsáveis. Sê-lo-ão o anterior executivo, que emitiu o despacho que permite estas jantaradas, e a actual Direcção-Geral do Património Cultural que, podendo recusá-los, permitiu-os. A DGPC está sob tutela do Ministério da Cultura, que não revogou ou alterou o despacho (o Governo é o órgão superior da Administração Pública, por imperativo constitucional, da qual a DGPC faz parte). E há registos de jantares em 2013, quando Costa era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, aparentemente sem conhecimento deste. Em suma, queremos saber o que o Estado - porque falamos de organismos estatais e de pessoas que ocupam cargos públicos - pensa sobre o respeito devido aos nossos mortos.

    Creio que o assunto tem mais do que dignidade para ser tratado aqui. Agora, todos se indignam e consideram ofensivo. E como sempre, em Portugal, apressamo-nos, mui diligentemente, a alterar esta lei, regulamento ou portaria depois das polémicas. Se não tivesse este mediatismo, estimulado pelas fotos e vídeos postos a circular, as jantaradas na Igreja de Santa Engrácia continuariam, entre os túmulos e os cenotáfios, profanando-se a memória dos nossos antepassados históricos.


E por falar em jantar, se ainda não decidiu, tem até ao dia 2 de Dezembro para o fazer. Pode participar no nosso jantar de Natal, seguindo esta hiperligação ou clicando no gadget do lado direito do ecrã. Terá lugar num espaço acolhedor, com bom ambiente e rodeado de gente viva e simpática!

8 de novembro de 2017

A Revolução de Outubro.


   Assinalou-se, ontem, o centésimo aniversário sobre a Revolução de Outubro, ou de Novembro, no nosso calendário gregoriano. A 7 de Novembro de 1917, os bolcheviques tomaram o poder numa Rússia em plena convulsão política e social. Lenine encabeçou um movimento que se opunha ao governo provisório vindo da Revolução de Fevereiro (ou de Março, no calendário ocidental) de cariz burguês e local, da classe assalariada.

    A estratégia de Lenine foi devidamente conjecturada. Para o conseguir, apoiou-se nos sovietes, ou seja, nas associações de trabalhadores e soldados. Estes órgãos de poder, democráticos na sua génese, inspirariam, mais tarde, em 1922, o nome do país: União Soviética.
    Depressa foram esvaziados nas suas competências e atribuições, que passaram para o partido único, organizado de modo centralista, que pôs em prática um programa de eliminação da classe média, erguendo uma sociedade dita socialista. Seria um primeiro passo. Lenine estava plenamente convencido de que o sucesso da revolução socialista passaria também por exportar o modelo para os países do ocidente europeu.

    O atraso estruturante tem sido invocado como um dos motivos que levaram ao sucesso dos bolcheviques. O estilo de governação absolutista, a sociedade fortemente estratificada e a participação na I Guerra Mundial proporcionaram a ascensão de movimentos que, tomando em consideração a realidade do país, com 85 % de camponeses, defendiam a tomada do poder pelas classes trabalhadoras. Os erros, entretanto, foram mais do que muitos. Sob a insígnia de inimigos da revolução, e sob o comando de Lenine, houve perseguições em massa; nem as crianças Romanov escaparam à fúria bolchevique. Seguiu-se-lhe, à Revolução, uma guerra civil, e não a prosperidade que é apregoada.

    Munida de boas intenções, a Revolução de Outubro viria permitir a institucionalização do terror e das práticas persecutórias. A ditadura do proletariado mais não foi do que a ditadura do partido comunista, com execuções sumárias e com deportações em massa.

    As grandes fomes continuaram, o atraso também. Os vícios que se apontavam ao czar e à sua administração foram transferidos para outro modelo, também ele devidamente centralista. A passagem da Rússia da enxada e do arado para superpotência teve um preço dramático para milhões de pessoas. A vida do operariado e do campesinato não mudou. Logo em 1918, um ano após a revolução, queixavam-se da falta de trigo e das péssimas condições de trabalho.

    O pior, quanto a mim, viria com o apoio a revoluções semelhantes um pouco por todo o mundo que orbitava em torno da influência soviética, pelo reflexo nesses países e pelo que teria noutros, a contrario, com regimes autoritários de direita fortemente anticomunistas. A Revolução de 1917 teve consequências na história do século XX como poucas.

    A Rússia de Lenine não conheceu a bonança como apregoa a historiografia pouco isenta. Seria Estaline, posteriormente, com as suas políticas de planificação, que conduziria a Rússia ao estatuto que atingiu, sem que os problemas estruturais do país e das repúblicas que anexou fossem sanados. Em verdade, os últimos anos da União Soviética poriam a descoberto as fragilidades de uma realidade assente na repressão, na violação sistemática dos direitos humanos e na instrumentalização do ser humano ao serviço de um Estado que, contrariando os planos de Lenine, nunca viria a ser abolido. A sociedade comunista jamais se concretizou. Ergueram, sim, um Estado totalitário, dirigido por uma elite indiferente ao bem-estar da população. Escudando-se numa educação politizada e programática, incutiam os seus valores torpes nas novas gerações, mas quem viveu em sociedades socialistas conheceu o terror, a carência de bens e serviços e a falta de um valor inestimável: a liberdade, até a de conformar o destino aos ditames da consciência de cada um, num livre e saudável desenvolvimento da personalidade.

4 de novembro de 2017

Jantar de Natal - Lisboa/2017.


   Este ano, pela primeira vez, e como ando festivo, vou organizar um jantar de Natal para amigos. Há algumas considerações a fazer. E perguntas que se vos, legitimamente, colocarão. Em primeiro lugar, é oportuno fazer uma pequena referência ao lanche de Natal do ano passado, de minha autoria, que foi singelo, porém um êxito. Em rigor, já em 2016 pensei em propor um jantar de Natal. Todavia, como havia sido organizado recentemente um jantar, adaptei a ideia para algo mais comedido.

   Para amigos. Este jantar, e convém frisá-lo, não é um jantar de blogues. É, como o nome indica, um jantar de Natal, que anuncio no blogue porque gostaria que fosse abrangente e que reunisse pessoas também da blogosfera, desde que se proponham a participar. O intuito é tão-só o de desfrutar de um serão agradável. Terá lugar num espaço acolhedor, da capital, ainda a determinar. O dia, esse sim, está escolhido. Realizar-se-á a um sábado, 16 de Dezembro. A quem quiser participar, anote na agenda. A menos que haja um contratempo, será este o dia do jantar.




    Para esse dia, o evento é o jantar. Entretanto, haverá um lanche de Natal, no mesmo dia, pela parte da tarde, que em nada estará relacionado ao jantar, ou seja, quem quiser participar no jantar não terá de participar no lanche. O lanche, digamos assim, será um momento de confraternização que antecipa o jantar. Já escolhi o local do lanche e a hora, que serão devidamente divulgados a quem mostrar interesse. Haverá, seguindo-se ao lanche e ao jantar, um after-dinner num local agradável, a definir, de animação nocturna. Nada de devaneios, que é Natal. Um barzinho. Por maioria de razão, também só participará quem quiser. O evento, repito, será o jantar.

   Com a periodicidade que me parecer devida, irei publicando mais informações sobre o jantar. Se quiserem participar, enviem-me um e-mail para asaventurasdemark@hotmail.com, o e-mail do blogue. Exorto-vos a que adiram à ideia. Será um jantar simpático, elegante, com pessoas divertidas e discretas. É o primeiro anúncio que faço ao jantar e posso dizer que já somos umas 5 a 6 pessoas, comigo incluído. Virão, inclusive, de fora do país. Pelo menos uma. O esforço valerá a pena.

   Compreendo que o factor gastos-de-Natal pese em algumas pessoas na hora da decisão. Pois bem, o jantar comportará um preço simbólico a cada um. Não será nada excessivamente caro. Assim haja boa vontade em participar. Poderão confirmar a vossa presença até ao dia 2 de Dezembro. Terão tempo para reservar o dia 16 para o jantar.
   Venham. Podem trazer conhecidos, amigos. Não se sintam acanhados! Quaisquer dúvidas, disponham. Estarei disponível através do e-mail e na caixa de comentários para questões mais genéricas. :)